pao com ovo

Comida e afeto estão entrelaçados. Desde quando nascemos, bebezinhos, aprendemos que ao menor incômodo nossa mãe ou nosso cuidador nos daria o seio ou a mamadeira e isso nos acalentava.

Assim atrelamos comida a alívio, calmante e prazer. E essa atitude não é ruim, pelo contrário, faz parte do processo natural do nosso desenvolvimento. Quando estamos doentes e alguém querido faz aquela canjinha… E não é que a gente melhora? E o significado do primeiro pedaço de bolo? Nós presenteamos aquela pessoa que tanto gostamos com comida! A comida permeia nossa vida. Nos socializa, nos une. A própria palavra comemorar já vem recheada de significado. COMER-MORAR, um aniversário, um emprego novo, um noivado, o início de um novo ano…

Mas como está a nossa relação com a comida?

Perdemos a mão quando, para disfarçar os problemas da vida, utilizamos a comida como válvula de escape. Perdemos a mão quando a comida vira apenas calmante, quando se torna nossa única fonte de prazer para distrair nossa mente dos reais acontecimentos da vida. Para fugir de um problema. Ai passamos a ter um comer transtornado.

O contrário também pode acontecer, quando nos avaliamos e nos julgamos somente por nosso peso e forma. E passamos a ter uma relação restritiva com a comida, deixando de comer adequadamente para perder alguns quilos.

Todas essas formas de lidar com a comida podem ser tratadas por profissionais especializados: Psicólogos, Nutricionistas, Médicos dentre outros.

Primeiro precisamos entender que somos muito mais que apenas nossa forma e nosso peso. Temos muitas qualidades, podemos e devemos ser vistos por outras áreas da nossa vida: como profissionais, pais, mães… Temos talentos e somos muito mais que nossa imagem.

Não precisamos ser sexy o tempo todo nem magros nem sarados nem esculturais. Somos humanos, e cada um de nós carrega sua história. E ao longo do tempo nosso corpo se modifica, e é aí que está a beleza da vida!

Se envelhecemos? Sim! O tempo todo e para todos! Devemos nos cuidar e nos respeitar, porém sem exageros.

É nos aceitarmos, nos trabalharmos (e aí está a importância da psicoterapia), nos olharmos com autocompaixão, autoamor e sem cobranças. É ouvir e entender os sinais do nosso corpo: fome, saciedade, sede, sono…

Então, vamos manejar nossos medos, ansiedades e expectativas para que nossa relação com a comida se torne saudável e natural?

 

* * *

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

Fernanda Gamal

Psicóloga e Pedagoga

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2 comentários sobre “QUAL A SUA RELAÇÃO COM A COMIDA?

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